Greenpeace vs. Facebook | Unfriend Coal

setembro 16, 2010  |  Marshmallows, Web

Esses gostam mesmo de uma boa briga. Em uma campanha iniciada em Fevereiro, o Greenpeace busca forçar o Facebook a modificar sua estratégia de energização do novo data center em Prineville, Oregon, com energia renovável, em vez de carvão.

Chamada “Unfriend Coal” (“desamigar” carvão), a campanha já conseguiu cerca de 600.000 assinaturas de usuários da rede, fazendo com que o Greenpeace enviasse uma carta para o Presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, solicitando que a maior comunidade social do mundo desista da energia térmica de carvão em seu novo data center em Oregon.

Kumi Naidoo, diretor executivo do Greenpeace, escreveu na carta: “Outras companhias que utilizam o Cloud Computing enfrentam escolhas e desafios semelhantes aos seus quando projetam seus data centers, mas muitas têm feito investimentos mais inteligentes e limpos.” Ele cita o recente acordo do Google, para comprar energia eólica da NextEra Energy, pelos próximos 20 anos, para alimentar seus data centers.

O Facebook já respondeu à ONG pela voz de Barry Schnitt, diretor da política de comunicação da rede social. O responsável garante que o plano da nova sede tem em consideração a utilização da energia de forma eficiente. No entanto, Barry Schnitt não deixa de referir que o Facebook, tal como as outras empresas, não consegue controlar todas as fontes de energia que utiliza. O Facebook ainda disse ao Greenpeace para “arrumar primeiro sua própria casa”.

Tal provocação se deve ao fato do Greenpeace ter admitido que parte das operações de seu próprio web hosting são instaladas em data centers alimentados primariamente por carvão e energia nuclear. O grupo de defesa ambiental diz compensar todo o consumo energético aplicado na alimentação de seu principal servidor, em Amsterdã e aplicar energia renovável sempre que possível, incluindo a energia eólica para boa parte de seus servidores em Washington.

Mas o Greenpeace afirma que, desde o anúncio inicial, o Facebook sinalizou um acordo para compra de energia da PacificCorp, que utiliza 83% de carvão em seu mix de fontes energéticas. A PacifiCorp, todavia, afirma que esse número é menor, cerca de 58% entre o gás natural (20%), hídrico (10%) e energia renovável (10 %). O Greenpeace ainda diz em sua carta que o Facebook planeja dobrar o tamanho de seu data center, o que significa duas vezes mais consumo energético e duplicação do consumo de carvão.

Entre toda essa briga, saiu um vídeo bacana, que vale a pena ser visto.

www.greenpeace.org/coalfacebook


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